Os tempos eram outros. As equipas mantinham os seus jogadores por muitos anos, salvo algumas excepções, por parte dos clubes mais endinheirados - quase como agora. Na altura, porém, era raro.
Dizem por aí que Salazar se opôs à venda de Eusébio para o Inter de Milão. Não há provas de que tenha acontecido. Mas muitos o queriam - dentro da raridade que era a transferência de um jogador de referência, naturalmente internacional.
Nesta imagem - desconhecemos a autoria e pedimos a respectiva autorização para a usarmos publicamente - percebe-se a transnacionalidade de Eusébio.
Marcou uma geração. Mais do que isso. A saída de Eusébio como fenómeno dos relvados coincidiu com o princípio do fim do sonho europeu. Aconteceu nos primeiros anos de 70, século passado.
A lógica do dinheiro começou a tomar conta das ideias, da produção, dos serviços, das responsabilidades públicas e dos Estados.
Como um grego de Homero, Eusébio transformou-se num Deus.
Haverá, por certo, um clube que veste camisolas encarnadas e com um ser voador no emblema que espera por Eusébio para se projectar como campeão, algures num planeta distante.
Por isso, Eusébio alcança a imortalidade, por onde passa. E o Sonho - quiçá - também.

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